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Mãe confessa tráfico de filha para exploração em Tóquio

Criança de 12 anos foi forçada a trabalhar em prostíbulo japonês sob pretexto de sustentar os avós na Tailândia.

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Bangcoc, Phra Nakhon, Tailândia, 12 de maio de 2026, Kyodo News – A primeira audiência de um caso que chocou a opinião pública internacional ocorreu nesta segunda-feira (11) em um tribunal de Bangcoc. A mãe de uma menina tailandesa, acusada de forçar a própria filha a prestar serviços sexuais no Japão, admitiu as acusações de tráfico humano e exploração infantil. O crime ocorreu no ano passado, quando a vítima tinha apenas 12 anos de idade.

Segundo as investigações, a criança foi coagida a trabalhar em um estabelecimento de massagens de “quarto privado” em Tóquio, um eufemismo comum para locais de prostituição. O Ministério Público tailandês sustenta que a ré persuadiu a menina a aceitar a exploração sob o pretexto de enviar remessas financeiras para sustentar o avô e a avó da criança, que vivem em condições precárias na Tailândia.

Após ser resgatada e retornar ao seu país de origem no final do ano passado, a menina passou a ser assistida por uma organização não governamental tailandesa. Atualmente, ela reside em uma instituição governamental especializada, onde recebe cuidados intensivos de saúde mental para lidar com os traumas resultantes do período de exploração em solo estrangeiro.

O tribunal anunciou que a leitura da sentença final está agendada para o dia 29 de junho. O caso reforça o debate sobre a segurança de menores em rotas de imigração entre o Sudeste Asiático e o Leste Asiático, especialmente em setores de serviços privados que operam à margem da fiscalização rigorosa.

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