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Jovens do latrocinio em Tochigi se conheceram no dia do assalto

Novos detalhes revelam que grupo de adolescentes recrutados online não possuía vínculo prévio antes do ataque fatal

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Kaminokawa, Província de Tochigi, Japão, 19 de maio de 2026, Kyodo News – Fontes ligadas à investigação de um violento assalto seguido de morte na província de Tochigi, ao norte de Tóquio, trouxeram a público detalhes surpreendentes sobre a dinâmica do grupo. Segundo os investigadores, ao menos um dos quatro adolescentes detidos sugeriu que encontrou parte de seus comparsas pela primeira vez apenas no dia em que o crime foi executado.

Os quatro estudantes do ensino médio estão sob custódia pela invasão de uma residência na cidade de Kaminokawa, ocorrida na última quinta-feira (14). Durante a ação, Tomiyama Eiko, uma executiva de 69 anos, foi assassinada e seus dois filhos foram feridos. A polícia também efetuou a prisão de um casal na faixa dos 20 anos, acusado de atuar como mandante e fornecer as instruções para o ataque.

A investigação aponta que um dos jovens aceitou o “trabalho” por meio de uma plataforma online e convenceu os outros a participarem. O primeiro adolescente preso relatou que os executores não mantinham relações de amizade ou conhecimento prévio antes do incidente.

A logística do crime também apresentou falhas críticas que ajudaram na identificação dos suspeitos. O grupo seguiu para o local em um veículo, mas dois dos jovens não conseguiram retornar ao carro antes que o motorista iniciasse a fuga. Enquanto um foi capturado imediatamente após a invasão, o outro teria conseguido chegar à estação de trem mais próxima pegando carona com desconhecidos na estrada.

Atualmente, alguns dos adolescentes detidos começaram a expressar sinais de arrependimento e remorso durante os interrogatórios, colaborando com as autoridades para detalhar como as ordens eram transmitidas pelo casal de mentores.

A polícia acredita que a reunião do grupo no próprio dia do crime reforça a tese de recrutamento via “tokuryu” — grupos criminosos fluidos que utilizam a internet para contratar mão de obra jovem e inexperiente para atividades de alto risco. O foco das autoridades agora se concentra em rastrear os dispositivos eletrônicos para descobrir como era feita a comunicação criptografada com os controladores da rede criminosa.

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