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Japão registra queixa contra capitão de barco naufragado em Okinawa

Investigação aponta operação ilegal de embarcação que naufragou em março resultando na morte de estudante e tripulante

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Okinawa, Japão, 23 de maio de 2026, Kyodo News – O Gabinete Geral de Okinawa do Gabinete do Governo do Japão formalizou uma queixa por suspeita de operação ilegal contra o falecido capitão de uma embarcação que naufragou na costa da província em março passado. O trágico acidente resultou na morte do capitão, de 71 anos, e de uma estudante do ensino médio de apenas 17 anos.

A denúncia foi apresentada oficialmente à sede da Guarda Costeira do Japão em Okinawa na tarde de sexta-feira (22). O caso remonta ao naufrágio de dois barcos ocorrido no distrito de Henoko, em Nago, localidade conhecida por abrigar um projeto de realocação de uma base aérea norte-americana. A maioria dos passageiros envolvidos era composta por alunos da Escola Secundária Internacional Doshisha, de Quioto, que visitavam a região para estudos sobre a paz.

De acordo com a Lei de Transporte Marítimo do Japão, qualquer operador que transporte passageiros a pedido de terceiros deve registrar oficialmente a capacidade da embarcação e outras informações de segurança junto às autoridades competentes.

As investigações conduzidas pelo Ministério dos Transportes e pelo Gabinete Geral de Okinawa revelaram que o capitão operou ao menos seis viagens similares desde 2023 sem possuir o registro exigido por lei. Foi confirmado que esses trajetos foram realizados a pedido da instituição de ensino e que o capitão recebia remuneração pelo serviço prestado de forma irregular.

A Guarda Costeira do Japão mantém uma investigação paralela sobre o naufrágio sob a suspeita de negligência profissional resultando em morte e ferimentos visando esclarecer todas as circunstâncias que levaram à perda das duas vidas no mar.

A queixa criminal contra uma pessoa falecida é um procedimento incomum, mas necessário no sistema jurídico japonês para determinar responsabilidades administrativas e civis, além de garantir que as famílias das vítimas tenham acesso a um processo de esclarecimento completo sobre as falhas de segurança que permitiram a tragédia.

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