Londres, Reino Unido, 29 de maio de 2026, Reuters – A chefe da agência de vigilância eletrônica do Reino Unido revelou que quase meio milhão de soldados russos foram mortos desde o início da invasão em larga escala da Ucrânia, em fevereiro de 2022. Anne Keast-Butler, diretora do Government Communications Headquarters (GCHQ), apresentou a estimativa baseada em novos dados de inteligência durante um pronunciamento realizado nesta quarta-feira (27).
Segundo a diretora, o cenário no fronte de batalha demonstra um enfraquecimento das capacidades ofensivas de Moscou, apesar da insistência russa na continuidade do conflito. Ela destacou que o apoio internacional à resistência ucraniana tem sido um fator determinante para a mudança na dinâmica territorial.
Enquanto permanecemos firmes em nosso apoio à Ucrânia Putin está retrocedendo no campo de batalha perdendo território e capacidades vitais.
Keast-Butler alertou, no entanto, que a Rússia está compensando as perdas militares diretas com uma escalada em atividades híbridas contra o Reino Unido e demais nações europeias. Essas ações variam desde ataques cibernéticos sofisticados até sabotagens e monitoramento de infraestruturas críticas localizadas no fundo do mar. Em resposta, o GCHQ informou que trabalha de forma ininterrupta com parceiros de defesa para degradar essas ameaças e proteger o espaço digital europeu.
A cifra apresentada pela inteligência britânica é superior a outros levantamentos independentes realizados recentemente. No início deste mês, os veículos russos independentes Mediazona e Meduza estimaram em 352 mil o número de cidadãos russos do sexo masculino, com idades entre 18 e 59 anos, mortos no conflito até o final de 2025.
O GCHQ está trabalhando incansavelmente com parceiros de inteligência para reduzir a ameaça russa que se estende do fundo do mar ao ciberespaço.
Outras análises internacionais também apresentam números elevados, embora ligeiramente menores que os britânicos. O think tank norte-americano Center for Strategic and International Studies (CSIS) situou as fatalidades russas no campo de batalha entre 275 mil e 325 mil para o mesmo período. Independentemente das variações metodológicas, os dados reforçam o impacto humano sem precedentes que a guerra tem imposto às forças armadas da Rússia em pouco mais de quatro anos de hostilidades.
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