Washington, Distrito de Colúmbia, Estados Unidos, 24 de maio de 2024, Associated Press – As consultas de última hora entre os Estados Unidos e o Irã continuam com o objetivo central de assinar um memorando de entendimento para um acordo de paz. O movimento diplomático sugere uma tentativa de estabilização em uma das regiões mais voláteis do globo, visando reduzir as tensões militares e econômicas que se arrastam há anos.
No sábado (23), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em suas redes sociais que manteve conversas telefônicas com líderes de diversas nações envolvidas no processo de diálogo. Entre os contatados estão representantes da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Turquia e do Paquistão, que atua como mediador direto nas negociações.
O documento contém disposições para encerrar os combates em todas as frentes, incluindo o Líbano, e uma suspensão temporária das sanções ao petróleo bruto iraniano e outras exportações enquanto as conversas estiverem em andamento.
Os termos do memorando estabelecem cronogramas rigorosos para a resolução de impasses. Um período de 30 dias será reservado exclusivamente para tratar de questões ligadas ao bloqueio marítimo imposto pelos Estados Unidos e à livre circulação no Estreito de Ormuz. Paralelamente, um prazo de 60 dias foi estipulado para que as partes discutam o complexo dossiê nuclear iraniano.
Interlocutores próximos às negociações indicam que a Casa Branca está prestes a aceitar um plano que concede a Washington e Teerã um mês para alcançar um pacto definitivo, com a possibilidade de extensão do prazo por mais 30 dias, caso seja necessário. Durante este intervalo, o Estreito de Ormuz operaria sem a cobrança de taxas, enquanto os Estados Unidos suspenderiam o bloqueio aos portos iranianos, emitindo isenções de sanções para permitir o fluxo comercial de óleo.
Washington e Teerã assinariam um memorando de entendimento com validade de 60 dias, garantindo a abertura de rotas marítimas em troca do alívio imediato nas restrições portuárias e comerciais.
Apesar do avanço diplomático, persistem divergências significativas entre as capitais. Relatos indicam que, mesmo com a eventual assinatura do memorando, o Irã mantém a intenção de exercer controle sobre o Estreito de Ormuz. Além disso, há informações conflitantes sobre o programa de desenvolvimento nuclear; enquanto rascunhos sugerem que Teerã se comprometeria a não buscar armas nucleares e a negociar o estoque de urânio enriquecido, outras versões afirmam que o governo iraniano ainda não aceitou medidas restritivas sobre sua soberania tecnológica e exige a liberação imediata de ativos financeiros congelados.
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