Changchun, Jilin, China, 2 de maio de 2026, Xinhua – A China teria libertado um acadêmico que estava detido sob acusações de realizar espionagem para o Japão. Yuan Keqin, ex-professor da Universidade de Educação de Hokkaido, foi centro de uma disputa diplomática silenciosa entre Pequim e Tóquio nos últimos anos.
Yuan foi detido originalmente em 2019 durante uma estada na China. Posteriormente, ele foi indiciado sob a acusação de envolvimento em atividades de espionagem de longo prazo para a agência de inteligência japonesa. O caso gerou preocupação em comunidades acadêmicas internacionais sobre a segurança de pesquisadores no país.
Um tribunal em Changchun, no nordeste da China, condenou Yuan a seis anos de prisão em 2024. Desde então, seu paradeiro era desconhecido, mas fontes indicam que ele foi solto recentemente e permanece na cidade de Changchun.
Durante todo o processo, um grupo de apoiadores de Yuan afirmou que o professor negou consistentemente todas as alegações de espionagem. Embora a libertação seja vista como um passo importante, os defensores do acadêmico ressaltam que a situação ainda pode exigir atenção cuidadosa e monitoramento constante.
A libertação de cidadãos acusados de crimes contra a segurança nacional na China é frequentemente acompanhada de restrições de movimento ou comunicação, o que mantém a comunidade internacional em alerta sobre os próximos passos do professor.
A situação de Yuan Keqin destaca as tensões contínuas entre China e Japão no campo da segurança e da cooperação acadêmica. Até o momento desta sexta-feira (2), as autoridades oficiais de ambos os países não emitiram comunicados detalhando as condições específicas da soltura ou se há planos para o retorno do professor ao Japão.
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