Tóquio, Japão, 11 de maio de 2026, Kyodo News – A mais recente pesquisa de opinião revela que o Gabinete da primeira-ministra Takaichi Sanae mantém um índice de aprovação sólido, permanecendo inalterado em 61% em relação ao mês anterior. O levantamento, realizado por meio de entrevistas por telefone entre sexta-feira (8) e domingo (10), contou com a participação de 1.188 respondentes de um total de 2.907 contatos realizados. Enquanto a aprovação segue firme, o índice de desaprovação registrou uma leve oscilação positiva de um ponto percentual, atingindo 23%.
Entre os cidadãos que apoiam o governo atual, 32% destacam a capacidade do Gabinete em apresentar resultados concretos, enquanto 27% acreditam que a atual administração é superior a qualquer alternativa política disponível. Por outro lado, o grupo que desaprova a gestão aponta, em sua maioria (32%), a falta de confiança na eficácia das políticas propostas, seguidos por 27% que afirmam não depositar confiança pessoal na figura de Takaichi.
“A estabilidade na aprovação reflete um eleitorado que prioriza a execução de políticas públicas em um momento de incertezas globais e regionais.”
Um dos pontos centrais da pesquisa abordou as medidas governamentais para conter a alta nos preços do petróleo e garantir a estabilidade do fornecimento energético. O suporte a essas ações é majoritário: 54% dos entrevistados aprovam as medidas, sendo que 8% aprovam totalmente e 46% aprovam em partes. Diante do conflito envolvendo o Irã, a ideia de implementar campanhas nacionais de economia de energia recebeu o apoio de 65% da população, evidenciando uma disposição coletiva para enfrentar possíveis gargalos no abastecimento, enquanto 25% se posicionaram contra tais restrições por temerem impactos negativos na economia nacional.
“Embora a gestão energética receba aval positivo, a nova política de exportação de equipamentos de defesa ainda enfrenta forte ceticismo por parte da sociedade japonesa.”
O levantamento também trouxe luz sobre a polêmica revisão das diretrizes para a transferência internacional de equipamentos de defesa, que passou a permitir, em princípio, a exportação de armas letais. O tema divide profundamente a opinião pública, com 52% dos respondentes manifestando oposição à mudança, contra apenas 35% que apoiam a nova postura militar do país. Outros 12% declararam-se indecisos ou não responderam, indicando que este deve ser um dos temas mais sensíveis para o governo Takaichi nos próximos meses. Além disso, as atenções se voltam para a próxima segunda-feira (18), quando novos debates sobre o orçamento de defesa devem ocorrer no Parlamento.
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