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Tailandesa nega culpa em caso de prostituição infantil no Japão

Mulher de 39 anos é acusada de agenciar menina de 12 anos em casa de massagens em Tóquio.

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Tóquio, Japão, 15 de abril de 2026, Kyodo News – Uma cidadã tailandesa, indiciada por envolvimento em um esquema de exploração sexual de uma compatriota de apenas 12 anos, declarou-se inocente durante sua primeira sessão de julgamento em Tóquio. O caso, que gerou forte repercussão devido à pouca idade da vítima, envolve uma casa de massagens localizada no distrito de Bunkyo.

Punsiripanya Phakhaphon, de 39 anos, enfrenta acusações graves de agenciamento de prostituição infantil e violação da Lei de Bem-Estar da Criança. Segundo as investigações criminais, ela teria intermediado a prestação de serviços sexuais a clientes masculinos em conluio com Hosono Masayuki, de 52 anos, que gerenciava o estabelecimento na área de Yushima em junho do ano passado.

“A defesa da ré contestou integralmente as acusações perante o Tribunal Distrital de Tóquio nesta quarta-feira (15). O advogado afirmou que Phakhaphon não tinha conhecimento da idade real da menor, nunca se encontrou pessoalmente com ela e negou que sua cliente atue como agenciadora de prostituição.”

Contrariando a versão da defesa, a promotoria apresentou detalhes sobre a suposta atuação da mulher na estrutura do negócio. De acordo com os promotores, desde fevereiro de 2024, a acusada era responsável por tarefas estratégicas, como o recrutamento e a contratação de massagistas, recebendo um pagamento diário de 10 mil ienes por seus serviços de intermediação.

Os promotores detalharam ainda que a mãe da menina, que já havia trabalhado no local anteriormente, entrou em contato com os acusados em junho de 2025. Na ocasião, ela teria manifestado o desejo de que a filha também trabalhasse na casa de massagens. A acusação sustenta que os réus aceitaram contratar a criança, mas falharam deliberadamente em adotar os métodos necessários para confirmar a idade legal da nova funcionária.

“O caso reacende o debate sobre a fiscalização de estabelecimentos de massagem individual e a vulnerabilidade de estrangeiros em situações de exploração no Japão. A justiça deve agora avaliar se houve dolo ou negligência grave na verificação da documentação da vítima.”

O julgamento deverá prosseguir nas próximas semanas, com a análise de provas de comunicação digital entre os envolvidos e o depoimento de testemunhas. Se condenada, Phakhaphon poderá enfrentar uma pena severa de prisão, em linha com o endurecimento das sentenças para crimes de exploração infantil e tráfico humano no país.

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