Kushiro, Japão, 17 de abril de 2026, Kyodo News – Os promotores de justiça do Japão solicitaram formalmente uma sentença de cinco anos de prisão para o operador de um barco turístico que naufragou na costa de Hokkaido há quatro anos. O pedido de condenação foca na responsabilidade direta do executivo sobre a segurança da embarcação e das vidas que estavam a bordo no momento do incidente.
A tragédia ocorreu em abril de 2022, quando o navio de passageiros “KAZU I” afundou nas águas gélidas da Península de Shiretoko, no leste de Hokkaido. O desastre resultou na morte confirmada de 20 passageiros e tripulantes, enquanto outras seis pessoas permanecem desaparecidas até hoje. Katsurada Seiichi, presidente da empresa operadora, responde pela acusação de negligência profissional resultando em morte.
“Os promotores sustentam que o réu falhou gravemente em seu dever de garantir a segurança, omitindo-se de adotar as medidas necessárias para evitar o acidente como a autoridade máxima responsável pela operação do navio.”
O ponto central do julgamento gira em torno da previsibilidade do acidente. Durante a audiência realizada no Tribunal Distrital de Kushiro na quinta-feira (16), a promotoria destacou que, no momento em que a embarcação zarpou, alertas meteorológicos para ventos fortes e ondas altas já haviam sido emitidos pelas autoridades competentes. A acusação argumenta que era óbvio que o réu deveria estar ciente dessas informações ou, no mínimo, monitorando a situação climática de perto.
“Como tantas vidas preciosas foram perdidas a responsabilidade criminal do réu é classificada como extremamente grave. O juiz deve aplicar a pena máxima permitida por lei para que o significado de tal responsabilidade seja compreendido.”
Por outro lado, a defesa de Katsurada declarou inocência, alegando que o naufrágio não poderia ter sido previsto pelo empresário sob as circunstâncias da época. Com a apresentação das alegações finais da defesa programada para esta sexta-feira (17), o tribunal também deve ouvir o pronunciamento direto do próprio réu. O veredito final é aguardado com grande expectativa pelos familiares das vítimas, que buscam justiça por uma das maiores tragédias marítimas recentes do país.
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