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Japão e China trocam acusações sobre segurança marítima na ONU

Potências divergem no Conselho de Segurança sobre as tensões nos mares da China e no Indo-Pacífico

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Nova York, Estados Unidos, 28 de abril de 2026, Associated Press (AP) – O Japão e a China protagonizaram um intenso debate sobre os recentes desdobramentos nos mares da China Oriental e Meridional durante uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas. O encontro, realizado na segunda-feira (27), teve como foco inicial a segurança marítima no Estreito de Ormuz, em meio às atuais turbulências no Oriente Médio.

A Ministra de Estado dos Negócios Estrangeiros do Japão, Kunimitsu Ayano, afirmou que a crise no Estreito de Ormuz não deve desviar a atenção internacional dos eventos que ocorrem no Indo-Pacífico. Ayano expressou séria preocupação com a segurança regional e, em uma clara alusão às atividades chinesas, declarou que o Japão se opõe firmemente a qualquer tentativa unilateral de alterar o status quo por meio da força.

“A situação em outras regiões não deve ocultar o que está acontecendo no Indo-Pacífico. Opomo-nos a tentativas unilaterais de mudar o cenário atual pela força”, declarou a ministra japonesa.

O embaixador adjunto da China na ONU, Sun Lei, rebateu as críticas afirmando que a situação nos mares da China Oriental e Meridional permanece estável em termos gerais. Lei contra-atacou ao mencionar que foi o Japão quem recentemente enviou navios das Forças de Autodefesa para o Estreito de Taiwan com o objetivo de “provocar tensões deliberadamente”.

A tensão diplomática ocorre logo após o Japão confirmar, no início deste mês, que a China iniciou a construção de uma nova estrutura no lado chinês da linha mediana entre os dois países no Mar da China Oriental. O governo japonês formalizou um protesto, expressando lamento pela atividade unilateral relacionada ao desenvolvimento de campos de gás naquela área marítima.

“As atividades unilaterais de desenvolvimento em águas disputadas são motivo de profundo lamento e geram protestos formais entre as nações envolvidas”, ressaltaram autoridades diplomáticas.

O embate nas Nações Unidas reflete a crescente fragilidade da segurança marítima na Ásia, onde disputas territoriais antigas continuam a desafiar a estabilidade regional. O Conselho de Segurança segue monitorando as movimentações para evitar que incidentes localizados escalem para conflitos maiores em rotas comerciais vitais.

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