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EUA priorizam reforço de postura militar no Japão

Pentágono destaca foco na 'Primeira Cadeia de Ilhas' e elogia compromisso de Tóquio com defesa nacional

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Washington, D.C., Estados Unidos, 23 de abril de 2026, Associated Press (AP) – Um alto funcionário do Departamento de Defesa dos Estados Unidos afirmou que o fortalecimento da presença e da postura das forças americanas no Japão é uma “prioridade máxima” para a região do Indo-Pacífico. Durante audiência no Comitê de Serviços Armados da Câmara nesta quarta-feira (22), o secretário assistente de defesa para assuntos de segurança do Indo-Pacífico, John Noh, prestou depoimento sobre a situação de segurança global.

Em documento apresentado ao painel, Noh destacou que o departamento está focado em robustecer sua postura de força na região para “negar agressões ao longo da Primeira Cadeia de Ilhas”. O termo geográfico refere-se à vasta área que conecta as ilhas Nansei, no sudoeste do Japão, até as Filipinas. A declaração aponta diretamente para as crescentes atividades marítimas da China na zona de influência asiática.

“O foco central é fortalecer nossa postura de força na região para desencorajar qualquer tipo de agressão ao longo da Primeira Cadeia de Ilhas”, afirmou John Noh em seu relatório oficial.

O oficial também expressou otimismo quanto ao compromisso da primeira-ministra japonesa, Takaichi Sanae, em ampliar as capacidades de defesa do país nipônico. Ele citou a “vitória esmagadora” do partido governante nas eleições da Câmara Baixa em fevereiro como um facilitador desse processo, embora tenha ressaltado que “ainda há muito trabalho a ser feito” na integração das forças aliadas.

A preocupação com a estabilidade regional também se estende à península coreana. O comandante das Forças dos EUA na Coreia, Xavier Brunson, manifestou cautela sobre os recentes movimentos da Coreia do Norte. Segundo Brunson, a cooperação entre Pyongyang, Rússia e China alterou significativamente a dinâmica regional.

“A cooperação entre Coreia do Norte, Rússia e China mudou a região, permitindo que Pyongyang obtenha materiais para armas, o que altera sua forma de agir”, alertou Xavier Brunson.

As autoridades de defesa sublinharam que a atenção deve ser redobrada, uma vez que o apoio externo está modificando a maneira como a Coreia do Norte desenvolve seus sistemas de armas. O reforço da aliança entre Washington e Tóquio é visto, portanto, como o pilar essencial para manter o equilíbrio de poder e a paz diante de um cenário de ameaças multifacetadas no leste asiático.

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