Miami, Estados Unidos, 21 abril 2026, A Investigação – A detenção do ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem, em Orlando, revelou o papel estratégico de Marcelo Ivo de Carvalho, o único delegado da Polícia Federal (PF) lotado dentro do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos (ICE) em Miami. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, confirmou que a atuação de Carvalho foi decisiva para emitir os alertas que levaram à captura do ex-deputado nesta segunda-feira (13). Contudo, o passado do delegado revela um histórico de gravidade que contrasta com o rigor aplicado em solo americano.
Em outubro de 2016, Marcelo Ivo de Carvalho atropelou e matou o vigilante Francisco Lopes da Silva Neto em Sorocaba, São Paulo. Na ocasião, o delegado conduzia uma viatura oficial com a habilitação vencida há mais de um ano e apresentou um índice de 0,49 mg/L de álcool no bafômetro, acima do limite criminal. Apesar do flagrante por homicídio culposo sob influência de álcool, Carvalho foi libertado após pagar uma fiança de R$ 2.000 e manteve-se no cargo, ascendendo posteriormente a postos de confiança.
“Ironicamente, a falta de habilitação válida para dirigir — pretexto usado para deter Ramagem nos EUA — é a mesma irregularidade que Marcelo Ivo portava quando causou a morte de um trabalhador no Brasil.”
Carvalho ingressou na PF em 2003 e, antes de Miami, foi superintendente na Paraíba. No exterior, ele é acusado de conduzir operações de vigilância sobre brasileiros sem os devidos mandados judiciais americanos, o que pode configurar violação da soberania local e de leis federais como o Foreign Agents Registration Act. A investigação aponta que a via migratória foi utilizada pela PF como um atalho para contornar os processos formais de extradição, considerados mais incertos diplomaticamente.
Apesar da ofensiva articulada por Carvalho, Ramagem foi solto sem fiança na quarta-feira (15), expondo a fragilidade jurídica da operação. O episódio levanta questões sobre o uso de oficiais com antecedentes graves para missões internacionais e o tratamento seletivo dentro da corporação.
“Enquanto o delegado permanece em posto de luxo em Miami, a família da vítima do atropelamento em 2016 convive com a dor e uma pensão judicial de apenas R$ 800.”
Até o fechamento desta edição, a Polícia Federal e o delegado Marcelo Ivo de Carvalho não se manifestaram sobre os questionamentos referentes à legalidade do monitoramento transnacional ou sobre o histórico de impunidade no crime de trânsito ocorrido em solo brasileiro.
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