Teerã, Irã, 19 de abril de 2026, IRNA (Islamic Republic News Agency) – O presidente do parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que o Estreito de Hormuz não permanecerá aberto caso o bloqueio dos Estados Unidos persista. Em publicação nas redes sociais neste sábado (18), Qalibaf declarou que o trânsito pela via estratégica deverá ocorrer apenas por rotas designadas e mediante autorização prévia de Teerã. A fala contradiz o anúncio feito na sexta-feira (17) pelo Ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, que havia garantido a retomada da passagem para todos os navios comerciais.
Apesar de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter saudado a sinalização de abertura anterior, ele reforçou que o bloqueio naval norte-americano aos portos iranianos será mantido por tempo indeterminado. Relatos indicam que um grupo de aproximadamente 20 navios tentou atravessar o Golfo Pérsico em direção ao Estreito na noite de sexta-feira (17), mas a maioria das embarcações acabou recuando diante da incerteza operacional.
“O Estreito de Hormuz é uma ferramenta de soberania; não aceitaremos um fluxo livre enquanto nossa economia estiver sob cerco naval.”
No campo diplomático, uma segunda rodada de conversas presenciais entre Washington e Teerã deve ocorrer nos próximos dias. Fontes indicam que os delegados podem se reunir na capital paquistanesa, Islamabad, já nesta segunda-feira (20), embora reuniões preparatórias possam acontecer neste domingo (19). Trump confirmou a jornalistas que as negociações devem se estender por todo o final de semana, buscando reduzir o abismo entre as duas nações, especialmente sobre o programa nuclear iraniano.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baqaei, declarou em rede nacional que o urânio enriquecido do país jamais será transferido para o exterior. A fala foi uma resposta direta às postagens de Trump sobre o “pó nuclear” resultante de ataques aéreos dos bombardeiros B-2 a instalações iranianas. Baqaei enfatizou que a remoção de material nuclear para os Estados Unidos nunca esteve sob consideração na mesa de negociações.
“A segurança nuclear e o direito ao enriquecimento são linhas vermelhas que Teerã não pretende ultrapassar, independentemente da pressão militar.”
O impasse técnico e militar continua a ditar o ritmo da crise. Enquanto o mundo observa as movimentações em Islamabad, o risco de um novo fechamento físico do Estreito de Hormuz mantém os preços do petróleo sob pressão. A comunidade internacional aguarda o desfecho das reuniões deste domingo (19) e segunda-feira (20) para entender se haverá uma desescalada real ou se o corredor marítimo voltará a ser um palco de confronto direto entre as potências.
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