Nova York, Nova York, Estados Unidos, 30 de abril de 2026, Xinhua – A China defendeu categoricamente que o Japão deve ser impedido de adquirir armamentos nucleares durante a conferência de desarmamento que ocorre na sede das Nações Unidas, em Nova York. O debate ocorreu nesta quarta-feira (29) no âmbito da Conferência de Exame das Partes do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (NPT), iniciada na última segunda-feira (27).
O chefe do Departamento de Controle de Armas do Ministério das Relações Exteriores da China, Sun Xiaobo, destacou que altos funcionários de um determinado governo têm expressado publicamente a intenção de possuir esse tipo de armamento. Segundo o representante chinês, o Japão estaria pressionando pela revisão de sua Constituição pacifista e de seus Três Princípios Não Nucleares.
“A aquisição de armas nucleares pelo Japão deve ser resolutamente prevenida para garantir a estabilidade e a segurança regional”, afirmou Sun Xiaobo.
Em resposta às acusações, a embaixadora do Japão na Conferência de Desarmamento, Ichikawa Tomiko, refutou as alegações e assegurou que o governo japonês permanece fiel à sua política de não possuir, não produzir e não permitir a introdução de armas nucleares em seu território. Ela enfatizou que, como a única nação a ter sofrido bombardeios atômicos em guerra, o Japão continuará trabalhando pela realização de um mundo livre dessas armas.
O embate diplomático intensificou-se quando a delegação chinesa rebateu novamente, alegando que o Japão mantém há muito tempo estoques de plutônio que excedem vastamente as necessidades civis. Pequim sugeriu que tal volume de material poderia ter finalidades não declaradas, o que foi prontamente negado pela representação japonesa.
A embaixadora Ichikawa reiterou que não existem questões pendentes relacionadas à não proliferação nuclear e que o manejo de materiais nucleares pelo Japão é transparente.
A troca de farpas na ONU sublinha a crescente desconfiança mútua entre as duas potências asiáticas em um momento de tensões geopolíticas elevadas. Enquanto a China utiliza o fórum internacional para pressionar contra mudanças na postura de defesa japonesa, o Japão busca reafirmar seu compromisso histórico com o pacifismo, apesar das discussões internas sobre a modernização de suas capacidades militares frente às ameaças regionais.
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