Washington, Distrito de Colúmbia, Estados Unidos, 29 de abril de 2026, Associated Press (AP) – O Banco Mundial projetou que os preços da energia devem subir cerca de 24% em 2026, à medida que o conflito no Oriente Médio provoca um choque severo nos mercados globais de commodities. Em seu mais recente relatório sobre as Perspectivas dos Mercados de Commodities, divulgado na terça-feira (28), a instituição afirmou que os custos energéticos devem atingir os níveis mais altos desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022.
O relatório baseia sua previsão na premissa de que o auge das interrupções cessará em maio e que a navegação pelo Estreito de Ormuz retornará gradualmente aos níveis “pré-guerra” até outubro. Além da energia, os efeitos adversos do conflito com o Irã serão sentidos em diversos setores, incluindo metais e outros materiais essenciais para a indústria global.
“A guerra está atingindo a economia global em ondas cumulativas: primeiro através de preços de energia mais altos, depois preços de alimentos mais elevados e, finalmente, inflação mais alta”, alertou Indermit Gill, economista-chefe do Grupo Banco Mundial.
Um dos pontos mais sensíveis destacados no documento é o mercado de fertilizantes, cujos preços devem registrar um aumento de cerca de 31% em relação ao ano anterior. Esse encarecimento tende a pressionar os custos de produção agrícola, gerando um efeito cascata que impacta diretamente a segurança alimentar global e o custo de vida das populações mais vulneráveis.
As economias emergentes e em desenvolvimento devem ser as mais afetadas por esse cenário, enfrentando uma aceleração da inflação combinada com a desaceleração do crescimento econômico. A volatilidade dos preços das commodities dificulta o planejamento fiscal desses países e pode exigir políticas monetárias mais rígidas para conter a desvalorização cambial e o aumento dos preços internos.
O Banco Mundial reforça que a estabilidade do Estreito de Ormuz é vital para a economia internacional, visto que qualquer bloqueio prolongado na região poderia levar as projeções atuais a patamares ainda mais alarmantes.
A instituição recomenda que os governos fortaleçam suas redes de proteção social e busquem diversificar suas matrizes energéticas para reduzir a dependência da volatilidade geopolítica. O monitoramento contínuo das cadeias de suprimentos será crucial para mitigar os riscos de escassez de materiais básicos nos próximos meses.
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