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Trump pressiona China e OTAN por escolta de navios no Estreito de Ormuz

Presidente dos EUA busca coalizão militar para proteger rota marítima após ataques em Dubai e Teerã

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Washington, Distrito de Colúmbia, Estados Unidos. 16 de março de 2026. Associated Press (AP) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou a pressão sobre a China e os membros da OTAN para que enviem navios militares ao Estreito de Ormuz. O objetivo é formar uma coalizão de escolta para embarcações que transitam pela região. Em declarações a jornalistas neste domingo (15), Trump revelou que Washington já contatou cerca de sete países para garantir a segurança daquela que é uma das rotas marítimas mais vitais do mundo.

Durante a conversa, o presidente afirmou ter recebido algumas respostas positivas, embora tenha admitido que certas nações preferem não se envolver no imbróglio. Anteriormente, Trump já havia manifestado o desejo de ver Japão, China, Coreia do Sul, França e Reino Unido unindo forças no destacamento de navios para o estreito.

“Acho que a China também deveria ajudar, porque eles recebem 90% do seu petróleo através do Estreito”, afirmou Trump, sinalizando que sua viagem à China, prevista para o final deste mês, pode ser adiada.

A cobrança estendeu-se à OTAN, com o presidente alertando que uma falta de resposta ou um posicionamento negativo seria “muito ruim para o futuro da organização”. No domingo (15), o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, discutiu por telefone com Trump a urgência de reabrir a via marítima. Fontes oficiais do governo americano indicam que a administração planeja anunciar, já no início desta semana, a formação oficial da coalizão multinacional.

A urgência é acentuada por novos episódios de violência: nesta segunda-feira (16), um ataque de drone atingiu um tanque de combustível próximo ao Aeroporto Internacional de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Enquanto a diplomacia tenta articular a segurança da navegação, o conflito direto escala. Militares de Israel confirmaram nesta segunda-feira (16) o lançamento de um ataque de grande escala contra a capital do Irã, Teerã. O cenário de guerra aberta torna a passagem pelo Estreito de Ormuz um risco extremo para o comércio global, colocando a proposta de Trump no centro das atenções das grandes potências que dependem do fluxo ininterrupto de energia proveniente do Golfo Pérsico.

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