Washington, Estados Unidos, 29 de janeiro de 2026, Associated Press – Os Estados Unidos formalizaram sua saída do Acordo de Paris, marco internacional criado para combater o aquecimento global. A decisão entrou em vigor nesta terça-feira (27), um ano após o governo norte-americano enviar a notificação oficial às Nações Unidas.
A Casa Branca classificou a medida como mais uma “vitória do America First”, alinhada à agenda do presidente Donald Trump, que havia anunciado a intenção de retirar o país do pacto já no primeiro dia de seu segundo mandato, em janeiro de 2025.
A saída norte-americana ocorre apesar de alertas da comunidade científica e de organizações ambientais, que destacam o peso dos EUA como segundo maior emissor de dióxido de carbono do mundo. Especialistas temem que a decisão enfraqueça esforços globais de mitigação e adaptação climática.
O porta-voz da ONU, Stephane Dujarric, declarou que “a luta contra a mudança climática continua” e reforçou a necessidade de ampliar recursos para países vulneráveis. Ele afirmou que os esforços internacionais “não irão vacilar”.
No início do mês, a Casa Branca também confirmou que Trump assinou um documento autorizando a retirada dos EUA da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima e do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), ampliando o distanciamento do país das estruturas multilaterais de governança climática.
A decisão reacende debates sobre o papel dos EUA na diplomacia ambiental e sobre os impactos de sua ausência em negociações internacionais que buscam limitar o aumento da temperatura global.
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