Nova Iorque, Estados Unidos, 4 de dezembro de 2025, Reuters – A Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolução que exige o retorno imediato, seguro e incondicional das crianças ucranianas deportadas para a Rússia desde o início da invasão em fevereiro de 2022.
Segundo o governo da Ucrânia, mais de 19 mil menores foram levados de áreas ocupadas e, em alguns casos, tiveram seus nomes alterados após adoções, dificultando a identificação e o rastreamento.
A diplomata afirmou que algumas dessas crianças estão sendo ensinadas a odiar seu próprio país, o que agrava a gravidade da situação.
Representantes da Rússia alegaram que as adoções são medidas de tutela temporária e classificaram a resolução da ONU como “um mero pedaço de papel”.
O texto foi aprovado com o apoio de 91 países, enquanto 12 votaram contra, incluindo a Rússia, e 56 se abstiveram, entre eles a China.
Em 2023, o Tribunal Penal Internacional emitiu um mandado de prisão contra o presidente russo, Vladimir Putin, acusando-o de cometer o crime de guerra de deportação ilegal e transferência de menores de áreas ocupadas da Ucrânia para a Rússia.
A resolução reforça a pressão internacional sobre Moscou e coloca o destino das crianças como um dos pontos centrais na busca por responsabilização e justiça no conflito.
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