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China critica remoção de monumento próximo ao Canal do Panamá

Demolição de memorial histórico aumenta tensões diplomáticas entre Pequim e Cidade do Panamá.

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Panamá, Panamá, 31 de dezembro de 2025, AFP – A China criticou duramente a decisão de autoridades locais do Panamá de demolir um monumento dedicado às contribuições históricas de imigrantes chineses para a construção do Canal do Panamá. A remoção ocorreu no sábado (27), em meio ao aumento das tensões entre Washington e Pequim sobre a influência chinesa na região.

O monumento, erguido há cerca de vinte anos próximo ao canal, homenageava trabalhadores chineses que migraram para o Panamá no século dezenove e participaram das obras que deram origem à rota interoceânica. As autoridades panamenhas justificaram a demolição alegando danos estruturais e risco à segurança.

A decisão, porém, gerou forte reação do governo chinês. Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores classificou a ação como “extremamente grave” e afirmou que ela contraria o espírito de amizade entre os dois países.

“A demolição prejudica o impulso positivo das relações China-Panamá e fere os sentimentos da comunidade chinesa”, declarou o porta-voz.

O presidente panamenho, José Raúl Mulino, também criticou a remoção, afirmando que a decisão não passou por consulta adequada e que o monumento possuía valor histórico e cultural significativo.

A controvérsia ocorre em um momento de crescente disputa geopolítica. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou preocupação com a influência chinesa sobre o Canal do Panamá e sugeriu que Washington poderia retomar o controle da via estratégica.

Em março, a operadora de portos baseada em Hong Kong concordou em vender suas operações no canal a um consórcio que inclui uma empresa norte-americana de gestão de ativos. No entanto, o futuro do acordo permanece incerto, já que a China se opõe à venda e pressiona por uma revisão do plano.

“A situação exige diálogo e respeito mútuo para evitar danos duradouros às relações bilaterais”, afirmou uma fonte diplomática.

A remoção do monumento reacende debates sobre soberania, influência externa e preservação histórica em uma das rotas comerciais mais importantes do mundo.

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