Tokyo, Japão — 2 de setembro de 2025 — NHK – O Japão enfrenta mais um mês de alta nos preços de alimentos, com 1.422 itens reajustados em setembro, segundo levantamento da empresa Teikoku Databank. O número representa um aumento de 0,6% em relação ao mesmo período do ano anterior e marca o nono mês consecutivo de crescimento nos reajustes.
Entre os produtos mais afetados estão os temperos, como molhos e maionese, com 427 itens encarecidos. Em seguida vêm os alimentos processados, como congelados (338 itens), e os doces e snacks, incluindo chocolates (291 itens).
“Os aumentos deixaram de ser temporários e passaram a refletir fatores internos mais persistentes”, apontou o relatório da Teikoku Databank.
Até o ano passado, os reajustes eram atribuídos principalmente à alta do petróleo e à desvalorização do iene. Agora, os principais responsáveis são os custos logísticos e trabalhistas, agravados pela escassez de motoristas e pelo aumento dos salários no setor de transporte.
A previsão é de que até novembro mais de 20 mil produtos alimentícios tenham seus preços ajustados, um salto de 60% em comparação com 2022.
“Precisamos encontrar soluções que equilibrem crescimento econômico com proteção ao consumidor”, declarou o chefe de gabinete Yoshimasa Hayashi após reunião ministerial.
O governo japonês avalia medidas para mitigar os impactos da inflação alimentar, incluindo estímulos ao setor produtivo e revisão de políticas salariais. Enquanto isso, consumidores seguem pressionados por uma cesta básica cada vez mais cara, com reflexos diretos no orçamento doméstico.
A continuidade dos aumentos reforça o alerta sobre a necessidade de adaptação estrutural na cadeia de abastecimento e no modelo de consumo, em um cenário de desafios econômicos que se estendem além das fronteiras japonesas.
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