Bruxelas, Bélgica, 22 de agosto de 2022, Agence France-Presse (AFP) – Líderes europeus discutem a criação de um mecanismo de garantias de segurança para a Ucrânia, que comprometeria os aliados a decidir em até 24 horas se fornecerão apoio militar ao país em caso de um novo ataque russo após um eventual cessar-fogo.
A proposta, impulsionada pela primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, surge como uma alternativa à adesão da Ucrânia à OTAN, considerada fora de cogitação no momento. A ideia é oferecer uma forma de assistência coletiva, vista como a opção mais viável no atual cenário político.
“O compromisso seria garantir uma decisão rápida e coordenada sobre apoio militar, incluindo a possibilidade de suporte aéreo dos EUA a tropas europeias em solo”, destacou um diplomata próximo às negociações.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou na segunda-feira (20) apoio ao plano de garantias, sinalizando que Washington poderia oferecer cobertura aérea caso os países europeus enviassem tropas terrestres.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, declarou após o encontro com Trump e líderes europeus que os detalhes sobre o sistema de garantias devem ser definidos em até 10 dias.
Enquanto as discussões avançam no campo diplomático, a realidade em solo ucraniano segue marcada por violência. A força aérea do país informou que a Rússia realizou ataques aéreos intensos, com 40 mísseis e 574 drones lançados da noite de quarta-feira (20) até a manhã de quinta-feira (21).
Na cidade de Lviv, autoridades locais confirmaram a morte de uma pessoa e danos a cerca de 30 residências e edifícios durante a ofensiva noturna.
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