Nara, Província de Nara, Japão, 9 de julho de 2025, NHK – Três anos após o assassinato do ex-primeiro-ministro japonês Abe Shinzo, a população japonesa voltou ao local do atentado, próximo à Estação Yamato-Saidaiji, em Nara, para prestar homenagens e orações.
Centenas de pessoas visitaram a área nesta terça-feira (8), levando flores e se reunindo em silêncio em frente ao memorial improvisado. Às 11h31 — horário exato do disparo fatal — foi observado um momento de silêncio em respeito à memória do líder.
“Acredito que Abe ainda queria realizar muito pelo país. É muito triste que sua vida tenha sido interrompida assim”, declarou um homem de 60 anos, morador de Nara.
O ex-premiê foi assassinado a tiros enquanto discursava durante um evento de campanha. O acusado, Yamagami Tetsuya, de 44 anos, está indiciado por homicídio e porte ilegal de armas.
Segundo autoridades, Yamagami alegou ter agido por ressentimento contra a organização religiosa anteriormente conhecida como Igreja da Unificação, à qual sua mãe teria doado grandes quantias. Ele acreditava que Abe mantinha vínculos próximos com a entidade.
O Tribunal Distrital de Nara informou que sete sessões preliminares já foram realizadas para organizar os temas centrais do julgamento. A primeira audiência está marcada para 28 de outubro.
Fontes indicam que Yamagami não pretende contestar a acusação de homicídio. O foco do julgamento deve ser a definição da pena, considerando as circunstâncias pessoais do réu.
“A sentença final deve ser proferida por volta de janeiro do próximo ano, após a conclusão de todos os trâmites judiciais”, informaram fontes ligadas ao processo.
Abe Shinzo foi o primeiro-ministro com o mandato mais longo da história do Japão e deixou um legado significativo na política interna e internacional do país. Sua morte, ainda hoje, comove a sociedade japonesa.
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