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Protestos no Quênia deixam 11 mortos e centenas de presos

Manifestantes exigem renúncia do presidente William Ruto em meio à crise econômica

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Nairóbi, Província de Nairóbi, Quênia, 9 de julho de 2025, Kenya Broadcasting Corporation – Milhares de manifestantes saíram às ruas em diversas regiões do Quênia nesta segunda-feira (7), exigindo a renúncia do presidente William Ruto em meio à intensificação da crise econômica no país. Os protestos resultaram em violentos confrontos com as forças de segurança e deixaram ao menos 11 mortos.

Imagens gravadas na capital, Nairóbi, mostram agentes da polícia derrubando manifestantes, agredindo-os com cassetetes e lançando gás lacrimogêneo para dispersar os protestos.

Segundo dados oficiais divulgados pela polícia queniana, além das 11 mortes confirmadas, 567 pessoas foram presas em todo o território nacional. As manifestações ocorreram apenas duas semanas após protestos similares realizados no dia 25 de junho, quando pelo menos 16 pessoas também perderam a vida em decorrência de confrontos com as autoridades.

“A juventude não aguenta mais viver sem perspectivas, enfrentando preços altos e sem empregos. O presidente falhou conosco”, disse um jovem manifestante em entrevista local.

O Quênia, a principal economia da África Oriental, enfrenta severas dificuldades desde a pandemia de COVID-19, agravadas pela seca prolongada e inflação crescente. A frustração da população, especialmente entre os jovens, se traduz em protestos cada vez mais frequentes contra o governo Ruto.

Organizações de direitos humanos vêm denunciando o uso excessivo da força pelas autoridades. Há relatos de que a polícia utilizou munição real contra os manifestantes, o que acirrou ainda mais as críticas ao governo.

“A repressão policial é desproporcional. Não se pode calar o povo com balas”, declarou um porta-voz de uma ONG de direitos civis.

O governo ainda não se pronunciou oficialmente sobre as mortes, mas fontes próximas à presidência indicam que uma avaliação da situação de segurança nacional está em andamento. Grupos civis prometem continuar as mobilizações nos próximos dias.

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