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Polícia de Tokyo reabre apelo por crime de 30 anos não resolvido

Três funcionárias foram assassinadas a tiros em 1995; caso segue sem solução após 30 anos

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Tokyo, Japão, 31 de julho de 2025, NHK – A Polícia Metropolitana de Tokyo renovou seu apelo à população nesta quarta-feira (30), pedindo ajuda para solucionar um triplo homicídio que permanece sem respostas há exatos 30 anos. O crime ocorreu em 30 de julho de 1995, dentro de um supermercado na cidade de Hachioji, na região metropolitana da capital japonesa.

Na ocasião, duas estudantes do ensino médio e uma mulher de 47 anos, todas funcionárias de meio período do estabelecimento, foram mortas com tiros na cabeça dentro do escritório do supermercado.

Apesar de décadas de investigações e mais de 226 mil policiais mobilizados desde então, nenhum suspeito foi preso até o momento. O caso, inicialmente classificado como latrocínio (roubo seguido de morte), estava prestes a prescrever quando, em 2010, o Japão aboliu o prazo de prescrição para crimes desse tipo — o que permitiu que as investigações continuassem ativas até hoje.

“Sabemos que, com o tempo, a memória se apaga. Mas alguém pode ter visto ou ouvido algo, mesmo que pareça pequeno”, afirmou um investigador veterano da força-tarefa.

Na tentativa de manter o caso vivo na memória coletiva, cerca de 80 pessoas, incluindo policiais e voluntários, distribuíram nesta semana leques com informações do crime e um apelo à colaboração popular.

Uma recompensa de até 6 milhões de ienes, equivalente a cerca de 40 mil dólares, está sendo oferecida a quem fornecer pistas concretas que levem à identificação do autor.

A sede especial de investigação criada para o caso informou já ter recebido 1.678 mensagens com possíveis informações ao longo dessas três décadas — sendo 32 apenas no último ano. Nenhuma, no entanto, se mostrou conclusiva.

“Não vamos desistir. Continuaremos até que esse crime seja esclarecido e que as vítimas e seus familiares recebam justiça”, afirmou o chefe do departamento de investigação.

A comoção permanece entre os moradores de Hachioji, onde o trauma da tragédia ainda ecoa. A polícia acredita que o responsável possa ainda estar em liberdade e reforça o pedido para que qualquer informação, por mais simples que pareça, seja comunicada.

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