Seul, Coreia do Sul, 10 de julho de 2025, Yonhap News Agency – O ex-presidente sul-coreano Yoon Suk-yeol foi preso novamente nesta quinta-feira (10) sob suspeita de obstrução de dever oficial especial, em meio à continuidade das investigações que envolvem sua imposição temporária da lei marcial em dezembro passado. A decisão foi tomada após audiência presencial, na qual o tribunal considerou haver risco de destruição de provas.
Yoon já havia sido preso e indiciado em janeiro por suposta liderança de uma insurreição, sendo liberado em março. O julgamento referente a esse caso ainda está em andamento. A nova prisão vem após promotores independentes, nomeados pelo atual presidente Lee Jae-myung, aprofundarem as investigações sobre atos considerados inconstitucionais durante a gestão anterior.
Fontes da imprensa local também indicam que Yoon teria instruído o envio de drones à Coreia do Norte em outubro do ano passado, numa tentativa deliberada de provocar uma reação militar e assim justificar a imposição da lei marcial no país.
Em declarações à imprensa, Yoon negou todas as acusações, classificando o processo como motivado politicamente:
A equipe especial de procuradores sinalizou que a prisão marca uma nova etapa da apuração e que as investigações devem ser aceleradas nas próximas semanas. Observadores políticos acompanham o caso com atenção, pois ele pode representar um divisor de águas na política coreana e no enfrentamento a abusos de poder no mais alto escalão do governo.
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