Washington, Distrito de Columbia, Estados Unidos, 23 de junho de 2025 — Reuters – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ontem que os ataques aéreos realizados contra as usinas nucleares de Fordow, Natanz e Isfahan, no Irã, foram um “sucesso militar espetacular”, com a destruição completa da capacidade de enriquecimento iraniana.
Trump fez um pronunciamento televisionado da Casa Branca às 22h00, horário local, e alertou que se o Irã não aceitar negociar, futuros ataques serão ainda “maiores e mais fáceis”. Ele destacou que o objetivo dos bombardeios foi eliminar a ameaça nuclear patrocinada pelo país, que segundo ele é o “principal Estado patrocinador do terror”.
Reportagens indicam que aeronaves B‑2 lançaram bombas “bunker buster” GBU‑57, capazes de penetrar bunkers fortificados, contra as instalações subterrâneas de Fordow. Em seguida, submarinos dispararam cerca de 30 mísseis Tomahawk contra Natanz e Isfahan.
Do lado iraniano, fontes oficiais confirmaram os ataques, mas afirmam que os danos foram limitados e que áreas críticas já haviam sido evacuadas. A televisão estatal do país acusou os EUA de violarem a Lei de Não Proliferação Nuclear e a Carta da ONU.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, elogiou a ação como coordenada com os EUA, afirmando que o programa nuclear iraniano representava uma ameaça existencial e representava uma virada histórica.
Entretanto, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, expressou grande preocupação, chamando o ataque de “escalada perigosa” e apelando à diplomacia para evitar uma guerra mais ampla com “consequências catastróficas”.
A comunidade internacional permanece dividida: alguns países apoiam a iniciativa para frear a proliferação nuclear, enquanto outros criticam a ação como ilegal e temem reações que possam intensificar o conflito no Oriente Médio.
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