Washington, Estados Unidos, 10 de julho de 2026, Associated Press (AP) — O Comando Central dos Estados Unidos realizou o segundo dia consecutivo de bombardeios contra alvos iranianos nesta quarta-feira (8), em resposta direta aos ataques ocorridos na terça-feira (7). As forças militares do Irã reagiram de imediato, desencadeando intensos contra-ataques na região do Oriente Médio. O exército norte-americano declarou na noite de quarta-feira (8) que deu por encerradas as ações adicionais iniciadas no dia anterior.
Apesar do fim desta etapa da operação, o cerne do conflito pelo controle do Estreito de Ormuz — hidrovia estratégica que motivou a retomada dos combates — permanece completamente sem resolução. Esse impasse prolongado mantém o cenário geopolítico local em um estado de profunda incerteza. Segundo os relatórios oficiais emitidos pelo Comando Central dos Estados Unidos, as investidas atingiram cerca de 90 alvos militares estratégicos, incluindo sistemas de defesa aérea do Irã, instalações de monitoramento costeiro, baterias de mísseis e armazéns de drones.
O balanço oficial das autoridades de saúde aponta que as ações militares coordenadas ao longo de dois dias resultaram em dezenas de vítimas em múltiplas províncias iranianas.
Um porta-voz do Ministério da Saúde do Irã informou, por meio de uma publicação em suas redes sociais, que os ataques norte-americanos realizados até a quinta-feira (9) deixaram 14 pessoas mortas e outras 78 feridas, espalhadas por cinco províncias do país. Como reação imediata aos bombardeios, o governo do Irã confirmou na quinta-feira (9) ter atacado diversas bases militares dos Estados Unidos espalhadas pelo Oriente Médio. O comunicado emitido pelas forças armadas iranianas destacou que os alvos incluíram o sistema de defesa aérea Patriot no Kuwait, antenas de satélite de alerta precoce no Catar e tanques de combustível militar localizados no Bahrein.
O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, manifestou-se publicamente na quinta-feira (9), afirmando que o governo norte-americano ainda não aprendeu que a coerção e a quebra de promessas têm um preço alto. O parlamentar garantiu que qualquer nova investida estrangeira receberá uma resposta à altura e reiterou que o tráfego no Estreito de Ormuz só poderá ser aberto mediante os acordos e a organização do próprio Irã, rejeitando o que chamou de ameaças americanas.
A continuidade dos confrontos diretos e o fechamento de rotas comerciais marítimas dependem crucialmente do comportamento das forças navais iranianas nos próximos dias.
Análises de bastidores indicam que os ataques mútuos podem se estender por dias, semanas ou até um mês, a depender da insistência em alvejar navios comerciais que navegam pela região. Paralelamente, os canais de comunicação estatais do Irã transmitiram na quinta-feira (9) os ritos fúnebres do Líder Supremo, o aiatolá Ali Khamenei, que foi morto em uma ação conjunta anterior envolvendo os Estados Unidos e Israel. O caixão com o corpo da autoridade máxima chegou à cidade de Mashhad, no nordeste do país, vindo do vizinho Iraque. O sepultamento, agendado para a própria quinta-feira (9), concentra as atenções globais sobre a possível primeira aparição pública de seu filho e sucessor designado, Mojtaba Khamenei.
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