Seul, Coreia do Sul, 28 de dezembro de 2024 (Yonhap) — O ex-ministro da Defesa da Coreia do Sul, Kim Yong-hyun, foi indiciado por seu envolvimento na breve declaração de lei marcial feita pelo presidente Yoon Suk-yeol no dia 3 de dezembro. Ele enfrenta acusações de insurreição e abuso de poder, de acordo com a promotoria.
A declaração de lei marcial foi revogada poucas horas depois por membros do parlamento. No entanto, os promotores afirmam que Kim desempenhou um papel central na implementação da medida, ordenando que tropas bloqueassem a entrada dos parlamentares no local de votação. Além disso, ele é acusado de ordenar a detenção de diversos oficiais, incluindo o líder do Partido Poder Popular, à época, e o chefe do maior partido de oposição.
Segundo os promotores, Kim também ordenou que as tropas assumissem o controle da Comissão Nacional de Eleições, enquanto discutia com outros oficiais, incluindo o presidente, o uso da lei marcial desde março. Kim teria ainda elaborado o esboço do texto que seria lido por Yoon para anunciar a medida.
Apesar de o parlamento ter revertido a decisão, os promotores indicam que o comandante militar de Yoon foi instruído a continuar o bloqueio militar ao redor do parlamento, mesmo após a votação da revogação.
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