Tóquio, Japão, 05 de julho de 2024 – Agência de Notícias Kyodo – A ministra de Políticas para Crianças do Japão, Kato Ayuko, ofereceu palavras de pesar e desculpas aos autores de processos sobre esterilização forçada realizada sob a extinta Lei de Proteção Eugênica. O encontro ocorreu nesta quinta-feira (4), um dia após a Suprema Corte declarar a lei inconstitucional e ordenar compensação às vítimas.
Segundo participantes da reunião, Kato expressou “sincero pesar e profundas desculpas” em nome do governo. A ministra também informou que o governo pretende prosseguir com os procedimentos de compensação conforme a decisão judicial, seguindo instruções do Primeiro-Ministro Kishida Fumio.
“Consideraremos um novo esquema de compensação, levando em conta a dor suportada pelas vítimas e sua idade avançada”, declarou Kato. Em resposta, os representantes das vítimas pediram a promulgação de uma lei para compensar todas as pessoas afetadas.
O Primeiro-Ministro Kishida deve se reunir com os autores dos processos até o final deste mês. Uma das demandantes da prefeitura de Miyagi comentou após o encontro: “Havia coisas que eu queria dizer, mas não consegui durante a reunião. Como as questões de um pedido de desculpas completo e compensação ainda permanecem, espero uma resolução rápida.”
A cunhada de outro autor do processo em Miyagi expressou frustração: “Minha impressão foi que a ministra apenas entregou seu cartão de visitas sem dizer muito. Funcionários do governo repetiram três vezes que a cirurgia foi realizada após cuidadosas etapas. Esperamos que o governo reflita sobre isso e evite uma recorrência.”
Um demandante de Tóquio afirmou que a decisão da Suprema Corte trouxe esperança, mas é apenas o meio do caminho. “Penso que o governo ainda não se desculpou com as 25.000 pessoas que passaram pela cirurgia. Estou aguardando para ver como resolverão a situação”, disse ele.
A decisão da Suprema Corte e as ações subsequentes do governo marcam um ponto de virada na longa luta das vítimas por reconhecimento e justiça. O caso destaca a importância contínua de abordar violações históricas de direitos humanos e garantir que tais práticas nunca mais ocorram.
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