Bangkok, Tailândia, 19 de junho de 2024 (Agência de Notícias Reuters) – O ex-primeiro-ministro tailandês Thaksin Shinawatra foi indiciado na terça-feira (18) sob a acusação de difamação à monarquia do país. Pouco depois, ele foi libertado sob fiança.
Os promotores tailandeses afirmam que as declarações de Thaksin em uma entrevista à mídia sul-coreana em 2015 violaram a lei de lesa-majestade do país. Pessoas consideradas culpadas de insultar a monarquia podem ser condenadas a até 15 anos de prisão.
Thaksin foi deposto em um golpe de estado em 2006 e viveu em exílio autoimposto por 15 anos. Ele retornou à Tailândia em agosto do ano passado. Após seu retorno, foi brevemente preso por condenações, incluindo corrupção, mas foi liberado em liberdade condicional em fevereiro.
Recentemente, o ex-líder se encontrou com figuras políticas tanto dentro quanto fora da Tailândia, incluindo o primeiro-ministro Srettha Thavisin. A mídia local sugere que o indiciamento pode ser visto como um esforço de dissuasão por parte dos conservadores, que estão cautelosos com a influência política de Thaksin.
A acusação contra Thaksin ocorre em um momento de tensão política na Tailândia, onde a monarquia é altamente reverenciada e protegida por leis rigorosas. A lei de lesa-majestade tem sido usada para silenciar críticos e opositores políticos, e o caso de Thaksin destaca as divisões profundas no cenário político do país.
A libertação sob fiança de Thaksin e os desdobramentos do caso serão acompanhados de perto, tanto dentro da Tailândia quanto pela comunidade internacional, dada a importância da estabilidade política na região.
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