O governo russo emitiu uma ameaça que está pressionando ainda mais os preços globais dos alimentos. De acordo com ele, a partir de quinta-feira (20), qualquer navio com destino a qualquer porto ucraniano será considerado um possível transportador de carga militar.
Mais de 1.000 navios cheios de grãos e outros gêneros alimentícios navegaram desde a introdução, no ano passado, da Iniciativa de Grãos do Mar Negro. Os negociadores prorrogaram o acordo três vezes, mas os russos se recusaram, esta semana, a prorrogá-lo novamente. Eles dizem que os líderes ocidentais não cumpriram certas condições, incluindo a redução das sanções sobre as exportações agrícolas.
Na quarta-feira (19), o presidente russo, Vladimir Putin, disse: “Foi pura arrogância e insolência; apenas promessas e conversa fiada”.
Putin acrescentou que considerará a possibilidade de retomar o acordo se as exigências forem atendidas.
A Ucrânia diz que as forças russas estão tentando eliminar a possibilidade de transportar sua sfra agrícola.
O presidente, Volodymyr Zelenskyy, disse na quarta-feira (19), que as tropas estão, deliberadamente, atacando terminais de grãos, armazéns e outras infraestruturas no porto de Odesa, usado para exportar alimentos.
Zelenskyy disse: “Esses ataques de terroristas russos têm como alvo não apenas nosso país, mas também a estabilidade global”.
As ameaças da Rússia restringiram os suprimentos internacionais e perturbaram os mercados. Na quarta-feira, os mercados futuros do trigo em Chicago subiram até 9% – o maior salto desde que o acordo de grãos foi implementado.
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