Um especialista das Nações Unidas afirmou que o tratamento dado pelo Talibã às mulheres e meninas afegãs pode equivaler a um apartheid de gênero, já que as autoridades do Talibã continuam a minar os direitos das mulheres.
O relator especial da ONU, Richard Bennett, falou no Conselho de Direitos Humanos.
“A discriminação grave, sistemática e institucionalizada contra mulheres e meninas está no cerne da ideologia e do governo do Talibã, o que também gera preocupações de que eles possam ser responsáveis pelo apartheid de gênero, uma grave violação dos direitos humanos que, embora ainda não seja explicitamente um crime internacional, exige um estudo mais aprofundado”, disse Bennett.
O Talibã impôs várias restrições desde que tomou o poder em agosto de 2021. Eles restringiram os direitos das mulheres, incluindo seu acesso à educação.
Em abril, as autoridades talibãs começaram a proibir que as mulheres afegãs trabalhassem para a ONU. Elas já estavam proibidas de trabalhar para ONGs.
“Essas graves privações dos direitos humanos fundamentais de mulheres e meninas e a aplicação severa de suas medidas restritivas pelas autoridades de fato podem constituir o crime contra a humanidade de perseguição de gênero”, disse Bennett.
Um porta-voz do Talibã descartou os comentários de Bennett como propaganda. Ele disse que o Afeganistão segue as leis islâmicas, portanto, fazer objeção a elas é declarar um problema com o Islã.
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