A Suprema Corte dos EUA derrubou uma lei sobre ação afirmativa. Na decisão majoritária, o tribunal afirmou que considerar a raça um fator nas admissões em faculdades é inconstitucional.
A decisão envolveu ações judiciais movidas contra a Universidade de Harvard e a Universidade da Carolina do Norte por um grupo chamado Students for Fair Admissions.
O grupo alegou que as escolas admitiram alunos negros e hispânicos que não eram qualificados e discriminaram candidatos brancos e asiáticos americanos.
Os juízes decidiram que os programas não eram compatíveis com a Cláusula de Proteção Igualitária da Constituição, que protege contra a discriminação.
A maioria concordou que as políticas de admissão não têm “objetivos mensuráveis” que justifiquem o uso da raça.
As autoridades de Harvard publicaram uma carta aberta dizendo que cumprirão a decisão.
Mas eles afirmam que o aprendizado depende de uma comunidade “composta por pessoas de diversas origens” e perspectivas.
O presidente Joe Biden criticou a decisão, dizendo que o tribunal se afastou de décadas de precedentes.
Biden disse: “Precisamos manter uma porta aberta de oportunidades. Precisamos lembrar que a diversidade é a nossa força. Temos que encontrar um caminho a seguir”.
Autoridades dos departamentos de justiça e educação planejam fornecer aos administradores de faculdades mais orientações nas próximas semanas.
Eles os aconselharão sobre quais práticas e programas ainda são legais.
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