O vice-comandante das operações militares da Rússia na Ucrânia pediu aos combatentes da empresa militar privada Wagner Group que obedeçam ao presidente Vladimir Putin e não se juntem a uma rebelião armada convocada por seu líder.
Sergei Surovikin publicou uma mensagem nas mídias sociais no sábado (24), pedindo aos combatentes da Wagner que retornassem às suas bases.
Dizem que ele é próximo ao líder da Wagner, Yevgeny Prigozhin.
A convocação ocorre após o lançamento, na sexta-feira, de uma investigação criminal do Serviço Federal de Segurança da Rússia sobre Prigozhin por supostamente ter convocado uma rebelião armada. A investigação foi anunciada pelo procurador-geral da Rússia.
Prigozhin tem se desentendido cada vez mais com o Ministério da Defesa russo sobre as operações na Ucrânia.
Na sexta-feira, ele disse na mídia social que suas forças foram atacadas pelos militares russos.
Prigozhin chegou a contradizer a justificativa do Kremlin para invadir a Ucrânia.
No início do sábado, Prigozhin disse que os combatentes wagnerianos haviam cruzado a fronteira com a região de Rostov, no sul da Rússia. Ele alertou que eles destruirão qualquer um que estiver em seu caminho.
As tensões estão aumentando em Rostov, onde a segurança está sendo reforçada em sua principal cidade.
Outro oficial militar russo condenou a ação de Prigozhin como um golpe em uma mensagem de vídeo.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse à mídia russa no sábado que o procurador-geral da Rússia, Igor Krasnov, havia informado Putin sobre o processo criminal.
O chefe da inteligência de defesa da Ucrânia, Kyrylo Budanov, disse em um post de mídia social na sexta-feira que a frágil ditadura de Putin havia caído. Ele disse que os totalitários russos “começaram a se corroer uns aos outros por poder e dinheiro”.
Um porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA disse que Washington está monitorando de perto a situação e deve consultar aliados e outros sobre o assunto.
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