População de Myanmar atingida pelo ciclone aguarda auxílio alimentar
Já se passou uma semana desde que o ciclone Mocha atingiu Myanmar. As pessoas nas áreas afetadas estão sofrendo uma grave escassez de alimentos porque a junta militar do país não permitiu que as organizações internacionais fornecessem assistência em grande escala.
O estado de Rakhine, no oeste do país, foi o mais atingido. É uma região onde os militares têm reprimido a minoria muçulmana Rohingya. Nas imagens obtidas pela NHK, as pessoas são vistas comendo arroz embebido em água do mar.
“Encontrar comida é um grande problema”, disse um morador do vilarejo. “Toda vez que comemos arroz estragado, nosso estômago fica indisposto.”
O Governo de Unidade Nacional pró-democracia, que se opõe aos governantes militares, diz que o ciclone matou 435 pessoas. Espera-se que esse número aumente.
As Nações Unidas começaram a estocar suprimentos de ajuda antes mesmo de o Mocha chegar a Myanmar. Mas a junta não concedeu à ONU permissões que a autorizem a viajar livremente em Rakhine e em outras áreas gravemente danificadas. O órgão mundial continua a pedir aos oficiais militares que a deixem entrar e ajudem em suas atividades de assistência.
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