Levantadas questões sobre o impacto da intervenção do Japão no mercado monetário
Estão sendo levantadas questões sobre se a última intervenção do Japão no mercado de financeiro terá um efeito duradouro de sustentação do iene.
O governo e o Banco do Japão entraram no mercado na quinta-feira, para comprar iene e vender dólar. Foi a primeira vez que o país fez isso desde junho de 1998.
A operação ocorreu depois que a moeda japonesa caiu, brevemente, em Tóquio, no início do dia, com a cotação do dólar na faixa superior de 145 ienes.
Após a intervenção, a moeda japonesa ganhou terreno, temporariamente, com o dólar caindo mais de 5 ienes para a faixa inferior de 140 ienes.
Um alto funcionário do Ministério da Fazenda disse aos repórteres, na quinta-feira, que não revelará quais ferramentas as autoridades japonesas têm para lidar com a depreciação do iene. Mas ele disse que agirão novamente, se necessário.
O problema é que existe um limite para as reservas de divisas do Japão, disponíveis, para realizar intervenções.
Além disso, o presidente do Banco do Japão, Kuroda Haruhiko, deve manter a política de flexibilização monetária do banco, em contraste com os recentes aumentos das taxas de juros pela Reserva Federal dos EUA. Ele disse aos repórteres, na quinta-feira, que, por enquanto, o BOJ não aumentará as taxas.
Os investidores, provavelmente, continuarão a vender o iene e a comprar o dólar, pois esperam que a diferença entre as taxas do Japão e dos EUA aumente ainda mais.
Os analistas dizem que isto torna pouco claro por quanto tempo a última intervenção do Japão e quaisquer futuras intervenções serão capazes de sustentar o iene.
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