Talibã quer que as sanções sejam suspensas e os bens descongelados para poder ajudar as vítimas do terremoto
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Talibã pediu a suspensão das sanções ao grupo terrorista islâmico, bem como a liberação dos bens congelados do Afeganistão no exterior, para que ele possa ajudar as vítimas de um terremoto que atingiu a parte oriental do país.
Mais de 1.000 pessoas morreram e mais de 1.600 ficaram feridas no terremoto de magnitude 5,9 que atingiu as províncias de Khost e Paktika na quarta-feira (22).
Uma organização não governamental disse que está trabalhando com o governo do Talibã, mas as estradas danificadas que levam à área estão dificultando o transporte rápido da ajuda humanitária.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Talibã, Abdul Qahar Balkhi, disse em entrevista à agência de notícias Reuters no sábado (25): “O Emirado Islâmico está pedindo ao mundo que dê aos afegãos seu direito mais básico, que é seu direito à vida”.
Ele pediu aos governos internacionais que suspendessem as sanções aos executivos do Talibã e descongelassem os ativos do banco central no exterior.
Os Estados Unidos e outros países congelaram os ativos após o retorno ao poder do Talibã, em agosto passado.
O Conselho de Segurança da ONU, no ano passado, adotou uma nova resolução que diz que a provisão de fundos para ajuda humanitária não violaria as sanções contra o Talibã.
O Talibã agora exige que as sanções sejam atenuadas para que possa lidar com as conseqüências do terremoto.
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