Europa forçada a voltar ao carvão enquanto a Rússia corta o gás
Os países europeus têm tentado se afastar do carvão como fonte de eletricidade enquanto pressionam pela neutralidade do carbono, mas a incerteza em torno do fornecimento de gás natural da Rússia está forçando alguns a expandir sua geração de energia elétrica alimentada a carvão.
A maior empresa de gás da Rússia, a estatal Gazprom, disse em 15 de junho que cortaria o fornecimento de gás natural através de um gasoduto chave para a Alemanha em cerca de 60%.
O anúncio desencadeou preocupações em países ligados ao gasoduto.
O governo alemão disse, neste domingo (19), que iria economizar parte de seu fornecimento de gás para o inverno e expandir temporariamente a geração de energia térmica à base de carvão.
O ministro alemão da economia e do clima, Robert Habeck, disse que a redução do consumo de gás é lamentável, mas necessária.
O governo holandês anunciou na segunda-feira (20), que levantaria as restrições às usinas elétricas alimentadas a carvão e permitiria o pleno funcionamento.
O governo austríaco diz que reiniciará uma usina termelétrica a carvão “se necessário”.
Na França, o governo diz que poderá prolongar a vida útil de duas usinas termelétricas a carvão que deveriam fechar até o final deste ano.
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