Casos de violência sexual na Ucrânia, inclusive de crianças, são denunciados na ONU
Uma alta autoridade da ONU disse, nesta segunda-feira (6), que 124 atos de violência sexual relacionados ao conflito foram relatados na Ucrânia desde o início da invasão russa.
Pramila Patten discursou em uma reunião do Conselho de Segurança da ONU, focalizando a violência sexual e o tráfico de pessoas ligado ao conflito na Ucrânia. Patten é a Representante Especial do Secretário-Geral da ONU sobre Violência Sexual em Conflitos.
Ela disse que, até 3 de junho, uma equipe de monitoramento do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos havia recebido relatórios de 124 casos de violência sexual em toda a Ucrânia. Crianças foram vítimas em 49 dos supostos atos.
Patten disse: “De nossa experiência de conflito em todo o mundo, sabemos que a violência sexual é a violação mais constante e maciçamente subnotificada, e que os dados disponíveis representam apenas a ponta do iceberg”. Ela apelou para a comunidade internacional para agir imediatamente.
Os embaixadores dos EUA e da Europa condenaram a Rússia.
A embaixadora dos EUA nas Nações Unidas, Linda Thomas-Greenfield, disse que desde o início da invasão, “uma montanha de relatos confiáveis de atrocidades cometidas pelas forças russas contra civis tem crescido a cada dia”. Ela acrescentou: “Esses relatos incluem narrativas horríveis de violência sexual”.
O embaixador russo na ONU, Vassily Nebenzia, refutou todas as denúncias de violência sexual. Ele reiterou a posição de Moscou de que as acusações não eram apoiadas por nenhuma prova. O enviado disse: “Esta é uma mentira que rejeitamos fortemente”.
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