Governo do Cazaquistão confirma a prisão 5.800 manifestantes
O governo do Cazaquistão informa que, em meio à repressão policial em curso, deteve 5.800 pessoas, incluindo estrangeiros.
Os protestos contra um aumento do preço do combustível que começou em 2 de janeiro se espalharam para a maior cidade de Almaty e outros lugares do país da Ásia Central.
As autoridades cazaques lançaram o que chamaram de operação “contra-terrorista” contra manifestantes anti-governamentais.
O escritório do presidente cazaque, Kassym-Jomart Tokayev, disse que os detidos incluem um número considerável de cidadãos estrangeiros, mas não deu detalhes.
O escritório também disse que tropas da Organização do Tratado de Segurança Coletiva, uma aliança liderada pela Rússia de es-estados soviéticos, tomaram o controle de instalações-chave em todo o Cazaquistão.
O vice-ministro da defesa do Cazaquistão falou em uma conferência de imprensa junto com um comandante russo que está liderando as tropas. Ele disse que a “operação contra-terrorista” continuará até que os “terroristas” sejam completamente eliminados.
O Presidente Tokayev disse na sexta-feira (7) que havia autorizado o uso de armas sem aviso prévio. Ele afirmou que era impossível ter negociações com o que ele denominou de “assassinos”.
O presidente parece estar pronto para suprimir os protestos com o apoio da CSTO.
A mídia local, citando o Ministério da Saúde, relatou que 164 pessoas foram mortas nos confrontos em todo o país. Mas a informação não foi confirmada.
O Secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, qualificou a ordem de Tokayev como algo que ele rejeita resolutamente.
Falando na televisão ABC no domingo (9), ele disse que a ordem de atirar para matar está errada e deve ser rescindida.
O Secretário de Estado questionou se era necessário que o Cazaquistão solicitasse um envio de tropas da CSTO.
Blinken disse: “O Cazaquistão tem a capacidade de manter a lei e a ordem, de defender as instituições do Estado, mas de fazê-lo de uma forma que respeite os direitos dos manifestantes pacíficos”.
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