Enviado de Myanmar na ONU não falará na Assembléia Geral
O embaixador de Myanmar nas Nações Unidas, que permanece no cargo desafiando os militares, decidiu que não fará um discurso na Assembléia Geral da ONU.
O embaixador, Kyaw Moe Tun, disse à mídia Mizzima de Myanmar que tomou a decisão após discussões abrangentes sobre várias plataformas para garantir a continuidade a longo prazo, já que seu discurso agendado para 27 de setembro não é essencial.
Kyaw Moe Tun foi nomeado pelo antigo governo eleito democraticamente antes que os militares tomassem o poder em fevereiro, em um golpe. Ele permaneceu em seu posto e continuou a protestar contra a junta.
O governo militar de Myanmar notificou a ONU de sua intenção de nomear um novo embaixador para substituir Kyaw Moe Tun.
O Comitê de Credenciais da ONU, que consiste de nove membros, incluindo os EUA e a China, discutirá quem representará Myanmar no órgão mundial e a Assembléia Geral tomará uma decisão final.
A revista americana Foreign Policy afirma que os Estados Unidos e a China chegaram a um acordo nos bastidores para adiar uma decisão sobre a representação de Myanmar e permitir que o enviado em exercício permaneça no cargo.
O acordo também exigirá que Kyaw Moe Tun não se dirija à Assembléia Geral durante a sessão atual.
Espera-se que o acordo atraia forte oposição dos governantes militares, pois os bloqueará efetivamente de se dirigirem à Assembléia Geral em uma tentativa de adquirir legitimidade internacional para o golpe.
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