Militares de Myanmar matam pelo menos 13 manifestantes
Militares de Myanmar continuam a repressão contra os manifestantes anti-golpe, matando mais de uma dúzia de pessoas nesta quarta-feira (7).
As pessoas estão tomando as ruas de todo o país para protestar contra o golpe militar de 1º de fevereiro. Na cidade de Yangon, foram realizadas manifestações na quarta-feira exortando as pessoas a não comprarem produtos chineses. Os militares de Myanmar consideram Pequim um parceiro estratégico.
A mídia local informa que os militares usaram metralhadoras e granadas em manifestantes na cidade de Kale, no noroeste do país. Dizem que pelo menos 13 pessoas foram mortas em todo o país somente na quarta-feira, e que o número de mortos deve aumentar.
Um grupo local de direitos humanos disse que 598 civis foram mortos desde o golpe.
Os militares de Myanmar têm realizado ataques aéreos contra as forças armadas de minorias étnicas que apoiam os manifestantes contra o golpe. Tropas terrestres avançaram para áreas próximas à fronteira sudeste com a Tailândia na quarta-feira, entrando em confronto com grupos armados da minoria étnica Karen.
Os militares também anunciaram na TV estatal, na quarta-feira, que haviam colocado celebridades, incluindo atores e cantores, em sua lista de procurados por, supostamente, incitarem as pessoas a se juntarem ao movimento de desobediência civil.
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