Militares de Myanmar suspendem leis para reforçar o poder
Militares de Myanmar declaram ter suspendido as leis que protegem as liberdades, uma vez que as manifestações nacionais continuam contra o golpe.
Os militares fizeram o anúncio na TV neste sábado (13).
As seções das leis suspensas incluem a exigência de uma ordem judicial para deter cidadãos por mais de 24 horas, e restrições à capacidade das forças de segurança de revistar propriedades privadas.
A líder de facto de Myanmar, Aung San Suu Kyi, e o presidente, Win Myint, foram detidos pelos militares em 1º de fevereiro e acredita-se que estejam sob prisão domiciliar. Um tribunal decidiu que eles deveriam ser detidos até 15 de fevereiro.
Protestos contra os militares têm sido realizados em toda Myanmar, apesar da proibição de reuniões de cinco ou mais pessoas.
Dezenas de milhares de manifestantes se reuniram na maior cidade do país, Yangon, no domingo (14), para pedir a libertação de Aung San Suu Kyi.
Os militares, aparentemente, esperam reprimir os protestos, reforçando o poder arbitrário das forças de segurança para deter as pessoas.
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