Manifestantes se unem à greve nacional em Myanmar
As tensões estão aumentando em Myanmar à medida que os cidadãos respondem a um chamado para uma greve nacional em protesto contra a tomada do poder pelos militares.
A mídia local disse que se espera que milhões de pessoas participem da greve geral desta segunda-feira (22), possivelmente a maior desde que as mortes dos manifestantes foram confirmadas.
Pessoas de uma ampla gama de setores, incluindo varejo, restaurantes e entregadores, estão se afastando.
Filmagens mostram que as manifestações já estão começando na maior cidade, Yangon. Pessoas segurando cartazes pedindo a libertação da líder detida, Aung San Suu Kyi, estão se reunindo nas principais ruas.
Alguns funcionários do governo e outros têm se recusado a trabalhar para protestar contra o golpe de 1º de fevereiro.
Grandes protestos continuam em Myanmar há dias, e as forças militares estão intensificando as medidas para retirar à força os manifestantes, levando a baixas.
Uma mulher de 20 anos morreu na sexta-feira depois de ter levado um tiro na cabeça durante uma manifestação em 9 de fevereiro na capital, Naypyitaw.
No sábado, dois manifestantes foram mortos a tiros pelas forças de segurança, na segunda maior cidade de Mandalay.
A mídia local também noticiou que um homem foi baleado e morto pela polícia em Yangon no sábado. As reportagens dizem que o homem era um guarda voluntário de um grupo de vigilância do bairro.
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