China divulga relatório sobre denúncia de médico morto pelo coronavírus
Um relatório do governo chinês informa que a punição aplicada a um médico falecido, que emitiu um alerta antecipado sobre o surto do novo coronavírus, foi inadequada.
O governo divulgou os resultados de uma investigação sobre o médico Li Wenliang na quinta-feira (19).
Li era um oftalmologista que trabalhava num hospital em Wuhan, província de Hubei, que foi o epicentro do surto. Ele alertou sobre o vírus nas mídias sociais antes que as autoridades chinesas fizessem um anúncio oficial. Mas ele foi repreendido pela polícia local, por aquilo que eles descreveram como a divulgação de informações falsas.
Li contraiu o vírus e morreu no mês passado, o que desencadeou críticas contra as autoridades chinesas.
O relatório de investigação dizia que a emissão da carta de repreensão da polícia a Li era inapropriada e não respeitava os procedimentos relevantes de aplicação da lei.
O governo sugeriu que a polícia deveria revogar a carta e responsabilizar os culpados.
Após a divulgação do relatório, a polícia em Wuhan retirou a repreensão. Eles disseram que pediram desculpas a Li e à sua família enlutada e puniram dois funcionários envolvidos no caso. Mas ainda não está claro que erros eles cometeram ao seguir os procedimentos legais.
A equipe de investigação disse à mídia estatal que “forças hostis” haviam rotulado Li como um “campeão” anti-stablishiment, em um ataque contra o Partido Comunista da China e o governo. Mas a equipe disse que isso não era verdade.
Um membro da equipe disse que Li era um membro do Partido Comunista Chinês e não uma figura anti-stablishiment.
A mídia também citou o oficial como dizendo que as tentativas das forças hostis “de agitar problemas, iludir as pessoas e instigar emoções públicas, estão condenadas ao fracasso”.
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