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Brasil do Absurdo: STF censura matéria sobre Dias Toffoli

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou a retirada da uma reportagem do site da revista Crusoé e O Antagonista, da semana passada que fez menção ao presidente da corte Dias Toffoli em um e-mail feito pelo empresário Marcelo Odebrecht.

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Image © (Ministro Alexandre de Moraes (E) do STF que determinou a retirada do ar de matéria da semana passada que faz menção ao presidente da corte Dias Toffoli (D) / Reprodução / via Internet) Apr/2019

Brasil do Absurdo: STF censura matéria sobre Dias Toffoli

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou a retirada da uma reportagem do site da revista Crusoé e O Antagonista, da semana passada que fez menção ao presidente da corte Dias Toffoli em um e-mail feito pelo empresário Marcelo Odebrecht.

O empresário enviou à Polícia Federal, no âmbito de uma apuração da Operação Lava Jato no Paraná, esclarecimentos sobre tratativas lícitas e ilícitas encontradas em seus e-mails.

De acordo com Marcelo Odebrecht, uma dessas menções era a Toffoli, então ministro da AGU (Advocacia-Geral da União), no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O e-mail foi enviado por Marcelo a dois executivos da empreiteira, Adriano Maia e Irineu Meirelles, e dizia: “Afinal vocês fecharam com o amigo do amigo de meu pai?”

Odebrecht explicou à PF que a mensagem referia-se a tratativas que o então diretor jurídico da empreiteira, Adriano Maia, tinha com a AGU sobre temas envolvendo as hidrelétricas do rio Madeira em Rondônia.

A Folha de São Paulo teve acesso ao documento, autêntico, assinado por um advogado de Marcelo Odebrecht e confirmou não tratar-se de fake news. Segundo a TV Globo, o material foi incluído nos autos da Lava Jato em Curitiba no dia 9 de abril e retirado três dias depois, após a notícia publica pela Crusoé. Como o processo corre em sigilo, não se sabe as razões dessa movimentação.

O diretor de redação da Crusoé, Rodrigo Rangel, afirmou que “reitera o teor da reportagem, baseada em deocumento, e registra, mais uma vez, que a decisão [de Alexandre de Moraes] se apega a uma nota da procuradoria-Geral da República sobre um detalhe lateral e utiliza tal manifestação para tratar como fake news uma informação absolutamente verídica, que consta dos autos da Lava Jato.

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