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Maduro diz que vice-presidente dos EUA é “cobra venenosa”

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, chamou nessa quarta-feira (28) de "cobra venenosa" o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, que está em uma viagem pela América Latina, passando pelo Brasil e Equador. No Brasil, Pence esteve com o presidente Michel Temer e foi a Manaus visitar um abrigo destinado ao acolhimento de imigrantes venezuelanos.

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Image © (Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro / Reprodução / via UOL) Jun/2018

Maduro diz que vice-presidente dos EUA é “cobra venenosa”.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, chamou nessa quarta-feira (28) de “cobra venenosa” o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, que está em uma viagem pela América Latina, passando pelo Brasil e Equador. No Brasil, Pence esteve com o presidente Michel Temer e foi a Manaus visitar um abrigo destinado ao acolhimento de imigrantes venezuelanos.

“A cada vez que a cobra venenosa de Mike Pence abre a boca, eu me sinto mais forte, mais claro de qual é o caminho, o caminho é nosso, é venezuelano, não é o que nos aponta Mike Pence”, disse Maduro durante ato transmitido pela emissora de televisão estatal VTV, por ocasião da entrega do Prêmio Nacional de Jornalismo.

“Não é o que ele diz que a Venezuela vai fazer, fracassado e derrotado Mike Pence. Sim, te derrotamos e vamos te derrotar onde esteja, para onde viaje, Mike Pence, a revolução bolivariana se torna cada vez mais forte”, acrescentou o presidente.

Durante visita a um albergue de refugiados em Manaus, no Amazonas, Pence disse que o governo de Maduro é uma “ditadura brutal (que) debilitou a economia” e provocou “êxodo em massa” de venezuelanos.

Na viagem ao Brasil, o norte-americano pediu a adoção de “atitudes firmes contra o regime de Maduro”, a quem acusou de fazer da Venezuela “um país pobre”.

Defesa

Maduro se defendeu ao afirmar que seu país sofre uma “guerra econômica”, uma tese do chavismo governante que atribui o pobre desempenho da sua economia a supostos atos de sabotagem orquestrados por opositores e pelos próprios Estados Unidos, e lembrando que na Venezuela foram realizadas 24 eleições nos últimos 19 anos.

O venezuelano criticou a “complexada e racista” União Europeia, que esta semana impôs novas sanções contra 11 altos cargos do governo venezuelano, e afirmou que os países do bloco estão “de joelhos” diante do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

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