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Viajantes malaio e chineses pegos no arrastão de imigração de Trump

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Image © Advogados voluntários trabalham em uma "dining area" do Terminal 4, para ajudar viajantes detidos, como parte da proibição de viagens de Donald Trump, no Aeroporto Internacional John F. Kennedy em Queens, Nova York. Fonte: Reuters / Andrew Kelly

Viajantes malaio e chineses pegos no arrastão de imigração de Trump. Como consequências da controvertida proibição de imigração do presidente dos EUA, Donald Trump, surgiu a notícia de que 71 indivíduos de 20 países – a maioria dos quais não estavam na lista negra de viagem dos EUA – foram detidos nesta terça-feira no Aeroporto Internacional John F. Kennedy, de Nova York.

Os detidos, de acordo com o grupo “No Ban JFK”, uma coalizão de advogados voluntários acampados no JFK, incluem um malaio e um cidadão chinês, bem como viajantes da Turquia, Sri Lanka, Paquistão, França, Argélia, Jordânia, Catar, Senegal, Suíça , Argélia, Egito e Guiné.

Outros, na lista dos advogados, divulgados nas mídias sociais, incluem viajantes do Irã, Iraque, Síria, Sudão e Líbia, cinco dos sete países mencionados na proibição de Trump.

Os dois restantes são do Iêmen e da Somália.

Camille Mackler, Diretora de Iniciativas Legais da New York Immigration Coalition (NYIC), observou, em uma declaração, que as detenções provam que a proibição afeta mais do que apenas os sete países alvo.

“E o tumulto infligido por esta interrupção está se espalhando pelos Estados Unidos, com familiares procurando, desesperadamente, reunir-se com seus entes queridos.”

“Estudantes e profissionais continuam a ser impossibilitados de ir para suas casas, escolas e locais de trabalho”, disse ela no comunicado divulgado pela No Ban JFK.

Ela acrescentou que os advogados do JFK permaneceram a postos, desde que Trump emitiu a ordem executiva, na sexta-feira passada, oferecendo assistência jurídica aos que foram detidos pelo governo dos EUA.

“Estamos especialmente preocupados com os indivíduos que estão sendo impedidos de embarcar em vôos com aviões já de saída”, disse Mackler.

A equipe de advogados e voluntários pro-bono no JFK estão sendo coordenados pela American Immigration Lawyers Association (AILA) e NYIC.

A Asian Correspondent entrou em contato com o grupo, para atualizações sobre a situação no JFK. Uma declaração à imprensa está prevista para amanhã.

Manifestantes mantêm cartazes em oposição à proibição de imigração do presidente dos EUA, Donald Trump, no Terminal 4 do aeroporto JFK, em Queens, Nova York. Fonte: Reuters / Joe Penney

Trump cumpriu uma de suas promessas de campanha na última sexta-feira, quando assinou uma ordem executiva que proibiu cidadãos de sete nações de maioria muçulmana de entrar nos EUA, nos próximos 90 dias.

A ordem também suspendeu a admissão de todos os refugiados por 120 dias.

O caos e a confusão se apoderaram, imediatamente, dos aeroportos dos EUA, quando manifestantes se reuniram para enfrentar a política, e viajantes se viram presos no pesadelo da imigração, que muitos chamam de proibição geral a todos os muçulmanos.

Políticos da Indonésia e Malásia, países de maioria muçulmana, no Sudeste Asiático, expressaram preocupação como a proibição que entrou em vigor, embora os dois países não estejam na lista.

O ministro das Relações Exteriores da Indonésia, Retno Marsudi, disse neste domingo que seu país lamenta profundamente o plano de Trump.

Políticos da Malásia, como Ong Kian Ming, um parlamentar da oposição do Partido da Ação Democrática, rotulou o movimento de “desumano”.

Nem o primeiro-ministro malaio, Najib Razak, nem o seu homólogo indonésio, Joko Widodo, se pronunciaram contra a proibição.

Em resposta às preocupações, no entanto, um porta-voz da Embaixada dos EUA na Malásia disse neste domingo que os malaios não seriam afetados pela ordem.

“Os malaios podem continuar a viajar para os Estados Unidos com um visto válido”, disse o porta-voz ao jornal local “The Star.”

Na quarta-feira, em resposta à notícia do malaio detido no JFK, a embaixada disse ao “Malay Mail Online” o mesmo.

“A Ordem Executiva permanece tal como foi emitida na semana passada. A Malásia não está na lista de países afetados pela Ordem Executiva.”

“Os malaios podem continuar a viajar para os Estados Unidos com um visto válido”, foi citado como dizendo o portal de notícias, em uma mensagem do Twitter.

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