Parede de gelo na usina de Fukushima será examinada. Funcionários do governo japonês e o operador da usina nuclear Fukushima Daiichi, dizem que planejam cavar e verificar o solo em volta dos reatores.
Eles querem ver se a parede de gelo, instalada lá, está funcionando como pretendido.
A parede de gelo, subterrânea, destina-se a impedir que as águas do lençol freático entrem nos edifícios danificados do reator e se contaminem.
A Companhia de Energia Elétrica de Tóquio vem criando uma barreira de 1,5 km de terra congelada, desde março. A parede de gelo é formada por tubos enterrados ao redor do local do reator.
Engenheiros acreditam que, exceto por uma área na encosta da usina, o trabalho de congelamento foi concluído.
O governo e funcionários da TEPCO – Tokyo Electric Power Company, contam com termômetros no solo, para determinar se o mesmo está congelado.
Porém, o regulador nuclear do Japão instou-os a verificar, mais precisamente, as condições subterrâneas e a eficácia da parede de gelo.
Este mês, os trabalhadores vão cavar vários metros ao sul do reator número 4, para verificar, diretamente, o estado da parede congelada. A área foi escolhida devido ao seu nível de radiação, relativamente baixo.
No final deste mês, funcionários de uma força-tarefa do governo inspecionarão o local.
O roteiro de desmantelamento da TEPCO exige que a maior parte da água contaminada seja removida dos edifícios do reator em 2018.
Para conseguir isso, a parede de gelo precisa ser concluída e, efetivamente, impedir que as águas subterrâneas fluam para os edifícios do reator.
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