Governo japonês começa discussão sobre reforma trabalhista. O primeiro-ministro, Shinzo Abe, pediu nesta terça-feira “velocidade e ação” na formulação de recomendações para a reforma das práticas de trabalho do Japão, na reunião inaugural de um painel sobre o assunto.
O painel de ministros e especialistas do setor privado, presidida por Abe, planeja compilar as suas propostas até março.
“Tendo considerado a legislação e as políticas necessárias para reformar as práticas trabalhistas, espero que o painel possa compilar um plano de ação concreto dentro do ano fiscal atual, e apresentar um projeto de lei relevante para a dieta, com caráter de urgência”, disse Abe na reunião.
Abe disse que o painel irá priorizar as questões da igualdade salarial para o mesmo tipo de trabalho, aumentando salários e produtividade, e abordar as causas das longas horas de trabalho.
O painel também examinará o telecommuting e outros estilos flexíveis de trabalho, subcontratação, emprego de trabalhadores mais velhos, e que permita equilibrar empregos com as demandas de acolhimento de crianças, cuidar de pais idosos e lidar com doenças crônicas, disse o premier.
Em uma referência às condições de trabalho e segurança entre trabalhadores regulares e irregulares do Japão, Abe prometeu, na segunda-feira, em um discurso político, na abertura de uma sessão extraordinária da dieta “erradicar a palavra” trabalhador irregular “deste país.”
Membros não governamentais do painel incluem Sadayuki Sakakibara, presidente da Federação de Negócios do Japão, também conhecido como Keidanren, e da atriz e sobrevivente de câncer de mama Akiko Ikuina.
“Neste momento, os chefes de empresas estão mostrando um forte entusiasmo sobre reforma das práticas trabalhistas, e corrigir as longas horas de trabalho, como nunca antes,” disse Sakakibara aos repórteres, após a reunião.
“Nós, do mundo dos negócios, vamos cooperar o máximo possível para tornar isso uma realidade”, disse ele.
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